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26.1.04

Fim de semana prolongado

Neste fim de semana peguei na autocaravana e ala... para o Algarve. Foram 8 continhos de portagens para chegar lá abaixo, mas acho que valeu a pena. O parque estava cheio de turistas anglo-saxónicos, todos muito bem dispostos e simpáticos.

Em determinada altura estava recostado numa cadeira de praia a ler um livro de matemática avançada, num estado de beatitude muito próximo do nirvana. Os meus olhos passeavam pelos símbolos matemáticos, através dos quais podia ver outros mundos duma forma completamente cristalina e exacta.

Ali não havia lugar para subjectivismos ou interpretações personalizadas. Não é como na medicina, na economia, na psicologia, na sociologia e outras ciências onde, por vezes, se trabalha com margens de erro bastante grosseiras.

A matemática é o mundo da razão. Não se rege por afectos e sentimentos.

Experimenta ir ao psicólogo fazer um Rorschach. Podes crer que o teu retrato psicológico vai depender muito do "artista" que te faz o teste. O resultado é quase sempre uma farsa.

Na matemática não é assim. As coisas são como são, estás a compreender?

Estava eu absorto na minha leitura quando passa por mim um inglês que me diz: "Hello! Ok?"

Respondi-lhe com um sorriso e um lacónico "yes" porque "amigo não empata amigo" e eu estava demasiado deliciado com o que estava a ler para dar-me ao luxo dum bate-papo inconsequente.

Para riba decidi não pagar os 8 continhos à Brisa ou lá o que é. Vim por uma estrada normal e não me arrependi. Pude assim contemplar com deleite as amendoeiras em flor da serra do Caldeirão, os montes alentejanos, o verde da planície com os seus chaparros solitários, etc..

Curti a paisagem em toda a plenitude, autênticas aguarelas de cores muito impressivas e duma beleza que não se pode ver no estio.

O Alentejo no Inverno tem outro encanto.

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