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7.4.04

Conheço... 

uma jovem educadora de infancia pela qual nutro um respeito muito especial. Em primeiro lugar pela sua extrema dedicaçao 'as crianças e, em 2º. lugar, pela competencia profissional por todos reconhecida. Posso afiançar que no mundo do trabalho e' raro ver alguem assim. As crianças adoravam-na e eu admirava sobretudo a santa paciencia com que aturava os putos mais intrataveis. Admirava-me como e' que o seu sistema nervoso aguentava tanta birra e tanta impertinencia sempre de cara alegre.

Mas o destino raramente e' justo. Devido ao stress e ao excesso de trabalho a jovem em causa encontra-se de baixa com um esgotamento e uma depressao em cima do lombo. Quanto a mim os pais dos miudos tem culpas no cartorio. Deixam os filhos fazer tudo e mais alguma coisa la' em casa, nao sabem impor-lhes normas de boa conduta porque nao se pode contrariar o menino nao va' ele apanhar algum trauma e depois e' o que se ve. As educadoras e professoras que aguentem a pastilha. Se o menino leva um estalo aqui d'el rei...

Resultado: temos uma sociedade cada vez mais violenta e insegura com marginais a proliferarem como cogumelos numa floresta. Quanto a mim os problemas comportamentais tem de ser resolvidos a montante e nao a jusante. Se os pais nao assumirem a sua quota de responsabilidade na educaçao dos filhos nao ha' escola ou governo que possa fazer deles bons cidadaos. Ja' dizia o Marcello Caetano: "Com homens maus nao ha' estruturas que valham."

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