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28.2.04

Joana d'Arc no poste 



Tirei esta foto no Museu de Joana d'Arc, em Rouen, França. O drama ocorreu a 30 de Maio de 1431, na Praça do Velho Mercado, em Rouen. Tinha apenas 19 anos.

Sentença

Que a mulher vulgarmente chamada Joana-a-Donzela... será denunciada e declarada feiticeira, adivinha, pseudo-profeta, invocadora de maus espíritos, conspiradora, supersticiosa, implicada na prática de magia e afeita a ela, teimosa quanto à fé católica, cismática quanto ao artigo Unam Sanctam, etc, e, em diversos outros artigos de nossa fé, cética e extraviada, sacrílega, idólatra, apóstata, execrável e maligna, blasfema em relação a Deus e Seus santos, escandalosa, sediciosa, perturbadora da paz, incitadora da guerra, cruelmente ávida de sangue humano, incitando o derramamento do sangue dos homens, tendo completa e vergonhosamente abandonado as decências próprias de seu sexo, e tendo imodestamente adotado o traje e o status de um soldado; por isso e por outras coisas abomináveis a Deus e aos homens, traidora das leis divinas e naturais e da disciplina da Igreja, sedutora de príncipes e do povo, tendo, em desprezo e desdém a Deus, consentido em ser venerada e adorada, dando as mãos e a roupa para serem beijadas, hereje ou, ou de qualquer modo, veementemente suspeita de heresia, por isso ela será punida e corrigida de acordo com as leis divinas e canônicas...

In "Santa Joana d'Arc" de V. Sackville-West, pag. 281/282


A morte na fogueira

Mãos inglesas seguraram-na rudemente e a impeliram em direção ao cadafalso, para onde a ergueram e onde a estaca e os feixes de lenha estavam à sua espera. Era feito de estuque, e muito alto, tão alto que o carrasco teve dificuldade em alcançá-la, e foi incapaz de fazer seu trabalho rapidamente. Em vez de uma coroa de espinhos, puseram-lhe um chapéu alto de papel, como uma mitra, contendo as palavras: 'Herege, relapsa, apóstata, idólatra'... La Pierre, a pedido dela e enviado por Masieu, foi buscar o crucifixo na igreja próxima de Saint-Sauveur e, subindo o cadafalso, segurou-o à sua frente. Joana lhe disse que descesse quando o fogo fosse aceso, mas que continuasse a segurar o cruxifixo no alto para que ela pudesse vê-lo.

Enquanto isso, eles a amarraram à estaca, e alguns ingleses riram quando ela chamou Santa Catarina, Santa Margarida e São Miguel em voz alta e gritou: "Ah, Rouen! tenho grande medo que tenhas de sofrer pela minha morte". Então, enquanto as chamas estalavam e subiam, ela chamou Jesus repetidamente e em voz alta; sua cabeça caiu para a frente, e foi a última palavra que a ouviram pronunciar...Para que não houvesse nenhuma dúvida possível quanto à morte da feiticeira - pois os ingleses tinham medo de que surgisse algum rumor de sua fuga -, o carrasco recebeu ordens de abrir as chamas e mostar seu corpo nu e carbonizado pendurado na estaca.


Lienzo de J.E. Lenepveu

26.2.04

Oh excomungada!... 

Antigamente as mães impunham-se ao respeito. Faziam as lides domésticas ,
tratavam dos maridos e sabiam educar as filhas, impedindo-as muitas vezes de
pôr o pé em raminho verde. Nos namoros à porta vigiavam-nas das janelas e
nos bailes da terra lá estavam elas sempre de olho alerta sempre atentas a
qualquer ousadia dos candidatos a genro.

O pudendum das filhas era um sacrário interdito e rigorosamente
vigiado, uma espécie de praça forte que só podia ser arrombada na noite de
núpcias, depois do aval civil e eclesiástico, como mandam as leis. O
assento de casamento com as assinaturas do pároco, dos padrinhos e das
testemunhas era uma espécie de carta de alforria que concedia ao noivo o
direito legal de montar a sua amada.

Sem os sagrados papéis era pecado e até uma grande desonra. Se alguma
manceba aparecia de barriga inchada já se sabia que havia barulho lá em
casa. Subitamente arvorada em juiza de instrução criminal, logo a mãe
procurava indagar o nome do putativo varrasco que teve o ignominioso desplante
de lhe emprenhar a filha. Se esta não se descosesse conforme o mando materno
ou se procurasse iludir o problema com subterfúgios ou respostas evasivas
podia muito bem acontecer aquilo que Aquilino Ribeiro descreve em "Volfrâmio",
cap. 12, pág. 387:

A mãe arremeteu para ela de tamanco no ar. - Oh, excomungada, que te
mato! Dizes quem é o varrão, ou é aqui o teu último dia...?!


Grandes mães estas que velavam pela pureza das filhas com santo desvelo e
as conduziam ao altar de hímen intacto para receber da Santa Madre Igreja o
sacramento do matrimónio.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades. Actuamente contam-se pelos dedos
duma mão as que chegam virgens ao leito nupcial.

25.2.04

In memoriam... 



A ballade in memory of my sweet and lovely cat wich is disappeared for a long time.


Earthquake in Morocco


God bless moroccan people.


23.2.04

The miller and the donkey 



A miller intends to carry 100 bags of wheat, contends each one 100 kg, from his house up to a mill that is distant 100 km from there. For such uses a donkey that he knows not to support a load more than 100 kg. However the problem is that the donkey when loaded it needs to ingest 1 kg of wheat for each km that it covers.

The question is: Which is the biggest amount of wheat that the miller will make to arrive to the mill?

Note 1: The bags have null weight.
Note 2: The donkey without load does not consume wheat none "


(Courtesy of Engº X of the Department of Physics of the Coimbra Univ., Portugal)


Theoretic solution

In theory the biggest quantity of wheat is = 3 647,428 kg

This result was reached by a Pascal programme, but I wanted an equation as solution.

I have obtained the equation Y = Yo / e that gives the result approximative of 3 678,794 kg. This result exceeds in 0,86 % the theoric limit. I wanted a more exact equation. Will be this possible?

Reply to: manuelcruzsousa@sapo.pt

22.2.04

21630 

escudos é quanto custa o cartapácio Table of Integrals.... "pictured" mais abaixo. Eu tinha dito quase 30 continhos. Erro meu. Hoje estive na livraria, tive a oportunidade de verificar o preço e tirar as dúvidas de uma vez por todas.

Fogo!... por pouco não dobrava a chouriça - como se diz na minha terra.


Hoje fui...

ao Continente e estive a folhear o O Meu Pipi. Lembrei-me do José Feira, um amigo dos meus tempos de adolescente, de ele ter dito um dia: "Há uns que são porcos, mas há outros que já abusam..."

Quanto a mim acho que o autor do Pipi está na categoria dos que já abusam. Nunca vi tanta caralhada junta, Jesus Maria...

O rapaz até é muito criativo, sim senhor, mas escusava de ser tão ordinário, lá isso escusava. Se a Odete Santos lê aquilo levanta-lhe um processo... :-)

Passei depois os olhos pelas revistas "del corazón" e vi que o Emídio Rangel e a mulher passaram um mau bocado. No final acabei por comprar dois books que me vão ocupar por algum tempo. Era para comprar uma revista de Ponto Cruz para discutir aqui com as filhas, mas tive vergonha...

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