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1.4.04

Aguarela 

hoje não sei. perco-me nos meus meandros, nas minhas linhas curvas, intersecções agnósticas, sem fim. hoje estou sem fronteiras, sem limites, sem princípios nem fins. estou como estou sempre: sozinha. peguei numa tela, em dois tubos de acrílico, em dois pincéis. subo a rua. à tua procura, no teu castelo. deixo o meu reduto e parto em busca do teu. estou cansada de viver à espera. ajo. deixo-me de inércias e decido assumir um papel activo na minha vida. se é para morrer, que seja em guerra. se é para lutar, que seja com armas sólidas. se é para amar, que seja contigo.

In Outro lado da Lua


God... 

God is crazy
Crazy with love
About us.

priest Gameiro


31.3.04

Outros mundos... 

No mundo da abstracçao pura
Ha' tantas coisas belas para descobrir
E para nos deslumbrar...




So cute! - Hanna said. 



Here is my kitten. Where is it gazing to? A blackbird maybe...

Now I'm going to search a song for it...

In memory of my missing cat


29.3.04

Serro Ventoso 

Depois de ter visitado aldeias perdidas, onde ainda permanecem reminiscencias dum ruralismo antigo, decidi ir ao Serro Ventoso. Paisagem agreste, arvores queimadas, eminencias calcarias, um pequeno vale, um bode com o seu pequeno harem de cabras e mais acima uma povoaçaozita de casas terreas sem vivalma. No ceu azul um milhafre em voo planado, com os olhos tensos de gula, 'a procura de presa.

Estaciono o carro 'a beira da estrada e decido subir ao monte onde se recortam sob o sol poente as silhuetas de tres moinhos de vento com os seus enormes falos enegrecidos, a fazer lembrar canhoes de batalhas perdidas. Subo por uma vereda pedregosa ladeada aqui e ali por uma ou outra flor silvestre. Nao tardo a chegar ao cume. Aproveito para explorar os moinhos um a um ao longo da crista montanhosa. Avisto mos ao abandono, troncos musgosos e carcomidos pelo tempo onde crescem minusculas plantas 'a revelia da civilizaçao e dos olhares indiscretos.

'A volta dum dos engenhos, onde outrora sob o impulso dos ventos velas de linho rasgaram o ceu em poetico rodopio, descubro o que resta da cabana do moleiro. Um tugurio selvagem cosido a uma enorme fraga por cujas fissuras emerge o azinho ou la' o que e' aquilo. No interior, a ceu aberto, vejo a boca dum forno e os vestigios duma lareira. Era ali naquele antro do fim do mundo que o moleiro descansava das fadigas da moiçao.

Sopra uma leve brisa muito agradavel. Espraio o olhar em redor e sinto-me como se estivesse num sumptuoso trono. La do alto avistam-se serros, cumeadas, vales, aldeolas e la' mais ao longe o casario de Porto de Mos com o seu castelo.

O Sol declina sobre a montanha, e' tempo de regressar 'a civilizaçao. Ao contornar o ultimo moinho, num especie de adeus, eis que se me depara uma garrafa de rotulo intacto onde figurava um violino e a palavra "Amadeo". Leio a letra miuda e verifico tratar-se dum vinho italiano de tipo espumoso.

Desço a encosta e pouco depois estava na estrada. Antes de me ir embora ainda aproveito para ir cheirar um poço cujo entrada parecia uma anta. Com o auxilio duma corda retiro das profundezas um balde cheio de agua. Nao que tivesse sede, foi so' por pura diversao. Com a alma mais aquietada o Nimbus McBride avança rumo 'a planicie...

Um postal de Los Alamos 

Para quem nao sabe Los Alamos fica no Novo Mexico, USA. Foi ali que nos anos 40, num laboratorio ultra-secreto, foi construida a 1ª. bomba atomica da historia. E' la' que se encontra o fisico teorico Armando S. Vieira, um jovem cientista com o qual partilhei algumas aventuras fluviais no Zezere, Minho e Cavado. Recebi hoje dele um postal com uma foto de Pueblo Bonito, localizado no Chaco Canyon, New Mexico. Diz o seguinte:

Ola' amigo, escrevo-te de um dos locais mais miticos da historia da Fisica e do sec. XX. Los Alamos, com + de 20 000 cientistas, a maioria Fisicos, e' um dos locais mais excitantes para fazer ciencia. A paisagem e' tb fabulosa. Pena e' que os americanos se tenham revelado tao... frios e arrogantes. Mas e' o preço que ha' a pagar. Abraço. Armando.

No verso do postal, em letra miuda, pode ler-se:

Located in remote Chaco Canyon National Monument, New Mexico, the Pueblo Bonito Ruin dates to the A. D. 900's. Pueblo Bonito was once up to four stories high, contained 800 rooms, 32 kivas (round ceremonial chambers), and was constructed of more a million dressed stones. The monument occupies 34 square miles and contains 13 major Anasazi ruins and hundreds of smaller ones.

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