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26.6.04

Uma vitoria sofrida 

Embora ache o futebol chato como a potassa achei que, para variar, tinha de assistir pelo menos 'a 2ª. parte do jogo Portugal-Inglaterra. Assim aconteceu. Enchi-me de boa vontade e toca de ligar a tv. Portugal estava a perder por uma bola a zero e tal facto buliu comigo. Verifiquei que os nossos jogadores estavam a dar o litro para inverter o resultado e como nao podia deixar de ser solidarizei-me imediatamente com eles. A porra do nacionalismo nao tardou a tomar conta de mim e 'a medida que o tempo se escoava eu praticamente ja' nao via um relvado mas um autentico campo de batalha. Dum lado o lusitano sofrido e humilhado pelo ultimato ingles, do outro o anglo-saxonico soberbo descendente de corsarios, nelsons e wellingtons...

Alem do peso da historia havia ainda a ma' memoria dos football hooligans a contribuir para que eu desejasse ardentemente a nossa vitoria. Era imperioso que desmistificassemos ali no relvado, duma vez por todas, o mito da superioridade anglo-saxonica. O que acabou por suceder graças ao guarda-redes Ricardo que, num impeto de furia , arrumou a questao enquanto o diabo esfrega um olho com o seu golo espectacular.

Foi uma vitoria arrancada a ferros, e' verdade, mas nem por isso deixou de ser bem merecida. Com esta vitoria Portugal nao derrotou apenas uma equipa adversaria, derrotou tambem o orgulho hooliganesco de muitos britanicos que tem a mania de que sao os maiores em tudo.

P.S. Devo dizer que tive pena do treinador ingles. O seu rosto, nos momentos finais, acusava um forte stress. O ideal seria que na vida nao houvesse vencidos nem vencedores, mas apenas gente feliz...


Tres verbos lixados 

Mae, que e' casar?
Filha e' fiar, parir, chorar.


"Salgueiro do Campo", Rafael Agostinho

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