<$BlogRSDURL$>

12.3.05

O meu sismómetro 

Um belo dia estava sentado à secretária a fazer um trabalho qualquer no pc quando subitamente ouço qualquer coisa a dançar atrás de mim, mesmo por cima da minha cabeça. Viro-me e o que é que eu vejo? O Camilo e o João de Deus a dançarem o fandango em cima das estantes. Deduzi imediatamente que se tratava dum sismo. À noite, o telejornal confirmava a minha suspeita. Felizmente que o terramoto foi de pequena magnitude, porque se calha a ser maior levava com os dois jarretas em cima da cabeça, ai levava, levava...



Os dois velhotes, em conjunto, constituem o meu sismómetro privativo e são cá duma sensibilidade que só visto. A terra não é senhora de abanar um bocadinho que eles não comecem logo a fandangar...

11.3.05

A pulhice do «homo sapiens» 

Dois médicos e uma funcionária, todos em conluio, burlaram a ADSE em 4 milhões de euros - informam os jornais desta semana. O modus operandi é o do costume: sobrefacturação e cobrança ao Estado de comparticipações por serviços fantasmas. O pior de tudo é que este não deve ser um caso isolado. Por esse país fora há-de haver muitos mais e não só na área da saúde. Só espero que a justiça tenha mão pesada e que não os poupe nem um bocadinho. Não posso com a pulhice em geral, mas com estes pulhas de colarinho branco a minha indignação ainda é maior porque como diria o Diácono Remédios: "Não havia necessidade..."

Música de fundo: «Os vampiros»

7.3.05

O místico 

Conheço um sujeito que tem um percurso de vida um tanto ou quanto singular. Já foi fabricante de tijolo, taxista, curandeiro e agora místico. Certo dia procurou-me para me pedir um favor. Mandei-o entrar para a minha biblioteca e uma vez sentados à mesa aguardei com curiosidade que me revelasse o motivo da sua visita. Revelou-me que tinha descoberto uma erva milagrosa que, aliada às suas orações, tratava com êxito extensa panóplia de doenças, espécie de panaceia que dava para tudo.

E como ele vislumbrasse na minha expressão fisionómica algum indício de cepticismo ou de descrença, ei-lo que desata de me narrar casos concretos de curas por ele efectuadas, numa longa casuística onde os médicos apareciam geralmente como nabos e o nosso herói como anjo salvador.

Finda a narração fez-me uma proposta: em troca da publicidade na Internet dos seus serviços de milagreiro ele oferecia-me participação nos lucros. Respondi-lhe que não era autor de nenhum site - o que era verdade, na altura - e que o melhor era procurar alguém que trabalhasse nessa área da informática para levar a cabo o seu projecto.

Vendo que eu me mostrava evasivo em relação ao proposto, os seus lábios deixaram escapar a seguinte frase:

"Somos todos muito bons rapazes principalmente quando estamos a dormir..."

Uma sentença cheia de sabedoria, condizente, aliás, com o seu carácter de místico- religioso que passa longas horas em meditação e lendo a sagrada escritura...

This page is powered by Blogger. Isn't yours?